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Jose Pacheco envolvido no escândalo de desvio de mais de 2 bilhões de USD em dívida?

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Na acusação, Pacheco é descrito como chefe de operações, Ndambi Guebuza como quem envia documentos em nome do pai, os mesmos vinham como forma de ajuda para cadeias e reabilitações de alguns postos policias na cidade de Maputo. E foi nesta mesma ordem que mais três nomes apareceram na apresentação de Power Point das alegações finais do procurador. Jose Pacheco mais 3  acusados ainda não são arguidos mas havendo mais dados sobre o seu envolvimento, podem vir a ser constituídos arguidos no processo que corre nos EUA e tem outros três réus moçambicanos, nomeadamente Manuel Chang, António Carlos do Rosário e Teófilo Nhangumele. O primeiro está detido na África do Sul e luta contra a extradição para os EUA, enquanto os dois últimos estão detidos em Maputo na versão moçambicana do processo das dívidas ocultas. Dos três dos 3 acusados apenas Armando Ndambi Guebuza é que está detido. Isaltina Lucas foi demitida de vice-ministra das Finanças em Fevereiro deste ano e desde então desapareceu da vida pública. Maleiane continua ministro das Finanças e recentemente concluiu a segunda renegociação da dívida da EMATUM.

 

 

Jose Pacheco foi Ministro do Interior, de 2005 a 2009 no momento da uma provável troca [dos títulos de crédito da EMATUM com garantias do Estado]. Ele nao chegou de viajar com o Sr. [António Carlos] do Rosário para Nova York com os investidores como fez Maleiane. Segunda fontes ela também não sabia que Moçambique estava a mentir para o FMI sobre os empréstimos Proindicus e EMATUM.Os nomes dos três moçambicanos constam da acusação da EMATUM mas seus nomes estão ocultados. Apenas aparece a descrição dos factos por eles praticados.

Moçambique é representado no caso por Joe Smouha (da Essex Court Chambers) e Scott Ralston e Ryan Ferro (da 3VB), ambos instruídos por Keith Oliver, da Peters & Peters LLP. Esta firma foi a escolha pela Procuradoria Geral da República (advogado do Governo) para representar o Estado na litigação em tribunal britânico. A notícia de que a PGR intentou uma acção cível em Londres contra parte dos envolvidos no calote não é propriamente uma novidade.

Para defender seus camaradas, Moçambique argumenta que o empréstimo para os três projetos marítimos não passou de um esquema para pagamento de suborno de cerca 200 milhões de USD. Maputo também pede ao tribunal que force o Credit Suisse, o construtor de navios e os banqueiros a contribuírem para pagar a dívida de 540 milhões de USD da MAMt. E que eles contribuam para o pagamento dos Eurobonds emitidos pelo governo que refinanciar as transações.

Um tribunal de Nova York ouviu testemunhos, em outubro, segundo os quais que o executivo do VTB responsável pelo negócio, Makram Abboud, recebeu 2 milhões de USD em subornos. O banco negou as alegações, feitas por um ex-banqueiro do Credit Suisse Group AG, Andrew Pearse, num julgamento criminal em que o VTB não é parte, e o seu funcionário não foi acusado de nenhuma irregularidade.

No último dia do julgamento de Jean Boustani em Brooklyn, o procurador Hiral Mehta apresentou o nome de Maleiane, Isaltina Lucas e Armando Ndambi Guebuza como coconspiradores do caso e um suposto chefe de operações.

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