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A antiga ministra do Trabalho, Helena Taipo, é acusada pelo Gabinete Central de Combate a Corrupção de ter liderado um esquema de desvio de mais de 200 milhões de meticais dos cofres da Direcção do Trabalho Migratório.

Além da antiga ministra do trabalho, Helena Taipo são acusados mais 12 arguidos dentre os quais servidores públicos, nomeadamente: Pedro Taimo, ex-coordenador do projecto dos trabalhadores mineiros na Direcção do Trabalho Migratório, Anastácia Samuel Zita, ex-directora da unidade, José António Monjane, ex-chefe da Repartição de Finanças e Sidónio dos Anjos Carlos Manuel, afecto ao gabinete da antiga ministra do Trabalho Helena Taipo.

Assim, os arguidos são acusados da prática de crimes de peculato, participação económica em negócio, abuso de confiança e falsificação. Com os mais de 113 milhões de meticais desviados, os suspeitos terão comprado viaturas, imóveis, cabazes e bebidas alcoólicas, tudo sem base legal.
Segundo escreve o Jornal Notícias desta quinta-feira, o processo, autuado no dia 22 de Março, foi acusado no dia 29 do mês passado e remetido ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

Conforme consta da acusação, citada pelo Notícias, entre 2010 e 2014, a Direcção do Trabalho Migratório tinha 14 contas, 13 das quais eram utilizadas para movimentar valores dinheiro proveniente das contribuições para o pagamento diferido dos mineiros. No período em questão, foram retiradas das contas da direcção somas avultadas de dinheiro para fins alheios à instituição.

 

Dos 12 arguidos, Anastácia Zita e José Monjane, quadros do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social estão em prisão preventiva desde 24 de Junho.

Refira-se que Helena Taipo está detida desde Abril, em conexão com o caso de desvio de pouco mais 100 milhões de meticais do Instituto Nacional de Segurança Social.

 

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